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3º ANO DA 2ª JCJ DE MACAPÁ

Exmo. Juiz Haroldo da Gama Alves, Presidente do Egrégio TRT da 8ª Região.

Exma. Juíza Corregedora Rosita de Nazaré Sidrim Nassar.

Exma. Juíza Valquiria Coêlho, Presidente da MM. 1ª JCJ de Macapá e Diretora do Fórum Trabalhista de Macapá.

Exma. Juíza Paula Soares, Presidente da MM. 2ª JCJ de Macapá.

Exmo. Juiz aposentado Carlos Renato Montes Almeida.

Exmos. Juízes Substitutos Marcos Plínio e Tereza Aranha.

Exma. Juíza Substituta Vanilza Malcher.

Exmo. Dr. Paulo Santos Presidente da OAB/AP.

Exmos. Senhores Juízes Classistas Temporários.

Ilustres advogados.

Queridos servidores da Justiça do Trabalho.

Minhas Senhoras e meus senhores.

Reunidos estamos para comemorar o terceiro ano de funcionamento da MM. 2ª JCJ de Macapá, que tive o privilégio de ser seu Juiz Presidente no período de 11.12.95 a 27.07.97.

De início cabe agradecer publicamente o empenho e dedicação do Juiz Carlos Renato Montes Almeida, que à época da instalação da Junta ora aniversariante presidia a MM. 1ª JCJ de Macapá, pois o mesmo obteve o prédio onde está instalada a Junta, viabilizando-a e gerindo-a de condições físicas.

Relutei em expor minhas emoções neste encontro, pois aqueles que privam de minha convivência, sabem que por detrás de uma postura fechada e as vezes dura, reside um coração apaixonado, que se emociona de fato com as demonstrações de afeto e companherismo.

Traduzir sentimentos é tarefa ingrata, mas de todo recompensante e nesse sentido minha alma só consegue vislumbrar o seguinte: saudade, gratidão e amizade.

Milton Nascimento celebrou que "a hora do encontro é também despedida". Entretanto lhes digo: a hora da despedida é também de encontro.

Mas, a força da nação Tupi, faz com que prossigüemos no desfile de nossas emoções que repousa na própria origem do vocábulo Macapá, isto é, Maca-paba, estância de Macabas, hoje denominada bacada, fruta pouposa, de onde se extrai deliciosa bebida, cuja tonalidade café-com-lei traduz na cor dos rostos dos tucujuenses.

Este encontro, faz então, que sorvemos não a deliciosa bacaca, mas sim o convívio fraterno e respeitoso que aqui tivemos.

Com minha remoção para Abaetetuba, tive que deixar de conviver diariamente com pessoas de grande valor espiritual, que com conversas agradáveis e prazerosas, faziam com que minha saudade da família fosse amenizada.

Tive a grata satisfação de conhecer grande figuras humanas, que além disso dignificaram a Justiça Federal do Trabalho nesse Estado. Perdoem-me qualquer falha, mas dentre elas destaco o servidor aposentado Raimundo Simeão de Sousa, Diretor de Secretaria, que como um maestro, coordenava todos os acordes da difícil missão de atender o público e de auxiliar os Magistrados. Amigo de todos os minutos, Múscula como é carinhosamente chamado, demonstrou alto grau de equilíbrio e ponderação, atuando preventivamente na resolução dos atritos inevitáveis da gestão de pessoal. As noites de cantoria em sua casa ao lado de Cacilda (que possui uma voz maravilhosa) são memoráveis, afora serem um desaguardor positivo de nosso stress.

É imperioso destacar a valiosa colaboração que tive dos Juízes Classistas, que a bem desta Justiça foram reconduzidos no cargo. Nosso amigo Antônio Sérgio Almeida Salvador, representante dos empregados, que com sua tranqüilidade acalmava os ânimos na sala de audiência, especialmente quando em determinados períodos tivemos que fazer mais de quarenta audiências por dia, que começavam as oito da manhã e findando por volta das seis da tarde. Obrigado Salvador.

Minha querida Lígia, Classista representantes dos empregadores, revelou-se um amiga fiel e o seu jeito agitado e com eternas inquietações, fazia com que o tempo escoasse sem sentirmos, ainda mais que nos intervalos das audiências, sempre vinha contando algum caso ocorrido em Macapá, onde em regra explodíamos em risadas. Deus continue iluminando sua vida e de seus filhos.

A Nereida só tenho que agradecer pela dedicação e apoio tido, seu trabalho foi reconhecido é hoje comanda a Secretaria da Junta. Deixava muitas vezes, após o expediente seu lar, para auxiliar nossa estada em Macapá. Tive o prazer de conviver com seu marido o José Carlos e sua filha Yasmim, inteligente menina que me lembra a minha filha.

Também não posso esquecer a Marcolina, ou a conhecida Marli, Oficiala de Justiça exemplar, hoje atuando como assistente do Juiz Vice-Presidente. Marcolina é o melhor exemplo de como o ser humano é belo.

Neto tornou-se meu assistente direto, organizando arquivos, documentos, auxiliando nos despachos. Amigo das angústias tidas na difícil missão de julgar.

Eloiza, dedicada Secretaria de Audiência, com sua maneira irreverente, esconde uma criatura amável.

Praxedes, hoje Diretora da MM. 1ª JCJ de Macapá, tranqüilizava nossos espíritos com sua postura fraterna.

Para não me alongar é melhor deixar de citar um a um, caso contrário a explosão do meu coração será inevitável.

Obrigado mesmo a todos, as lembranças povoam minha mente.

Agradeço aos advogados, molas mestras na propulsão da Justiça e nos quase dois anos que aqui estive nunca tivemos qualquer atrito. Os almoços com os amigos advogados de frente para o Rio Amazonas são inesquecíveis.

Sejamos forte com a Fortaleza de São José, sólido monumento. Que se traduza na conquista definitiva das tradições da Oitava Região.

Vamos as comemorações, como na Vila de Curiaú, dancemos em círculos ao som cadenciado dos tambores, a gengibirra nos espera, garantindo nossas energias.

Muito Obrigado.

Macapá, 12.11.98.

Juiz Carlos Zahlouth Júnior